segunda-feira, 9 de maio de 2011

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” Rm 6.4

Quando lemos este texto, parece que não há controvérsia, não há o que discutir ou interpretar, a verdade está clara: Nossa vida tem que mudar quando aceitamos verdadeiramente a Cristo! Mas peraí... Mudar o que?

Eu não bebo não fumo, não faço arruaça na rua, o máximo que vai mudar são as músicas que eu escuto... Agora é só GOSPEL!

Vamos ler novamente, agora na versão NTLH para esclarecer qualquer dúvida:

“Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que , assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova.”

Mas há uma versão pior desse pensamento: Já sou filho de crente, meus pais não me deixam fazer nada que é errado. Minha vida está boa assim, vou lá, tomo aquele “banho” e agora participo da ceia e pronto! Sim, nesse caso o batismo acaba sendo só um banho mesmo...

O pecado não dominará vocês, pois vocês não são mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus. O que isso quer dizer? Vamos continuar pecando porque não somos mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus? É claro que não! Pois vocês sabem muito bem que, quando se entregam a alguma pessoa para ser escravos dela, são, de fato, escravos dessa pessoa a quem obedecem. Assim sendo, vocês podem obedecer ao pecado,que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por Ele.” Rm 6. 14-16

Essa palavra é bem clara nos dizendo que temos que obedecer a Deus, e que o motivo dessa obediência não é por sermos forçados, mas sim porque escolhemos fazer a vontade de Deus e não a do pecado. Queremos que Deus reine em nossas vidas, e esta é a única maneira de que Ele realmente exerça sua autoridade.

Agora vamos às questões que são a chave desse assunto: Morte e Vida.

Morte para quem? Para o homem que quer viver a sua própria vida, fazendo as suas próprias vontades e sendo assim inevitavelmente escravizado pelo Inimigo.

Vida para quem? Para a nova criatura que nos tornamos, criatura essa que ganha o título de “filho de Deus”.

Assim, podemos enumerar algumas diferenças entre a Criatura (velho homem) e o filho de Deus:

Base bíblica

Criatura

Filho de Deus

Rm 12.3

Pensa somente no seu prazer e satisfação.

Busca a vontade de Deus em todo o tempo.

Rm 12.9-10

Quando vai realizar algum ato de bondade ou ajuda, primeiro pensa nas conseqüências que pode ter para si mesmo, e avalia se é conveniente ou não.

Procura antes das suas necessidades ou vontades, contentar e ajudar o seu próximo, principalmente àqueles que têm menos condições e que por conseqüência não poderão retribuir à ação.

Rm 12.6-8

Só se envolve em alguma atividade quando poderá ser reconhecido ou mesmo admirado pelo que fez.

Busca contribuir naquilo que é mais capacitado, mesmo que isso signifique ficar no anonimato, em atividades que poderiam ser consideraras “sem importância” por quem deseja aparecer.

Rm 12. 14,17

Tem prazer em ver o mal acontecer àqueles que estão ao seu redor, principalmente a quem já o prejudicou antes.

Busca o bem de todos, não importando se tal pessoa merece ou não segundo seu julgamento, pois o julgar pertence a Deus.

Que Deus nos ajude para que sejamos realmente portadores desta vida, e que não venhamos a ouvir d’Ele as palavras que foram escritas por João à igreja de Sardes:

E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Ap. 3.1

Este versículo contradiz totalmente a vida de aparência que muitos têm buscado viver ainda nos nossos dias. Isto já acontecia no primeiro século, e podemos entender que continuará acontecendo até a volta do Senhor.

Deus quer que cada um de nós dê o devido valor ao sacrifício de seu filho na cruz, que entendamos que nada que Ele nos pede é o bastante se comparado ao que já ganhamos: a salvação!

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